domingo, 16 de outubro de 2016

AS 10 MELHORES CIDADES DO MUNDO PARA SE VIVER - Hong Kong, uma fascinante metrópole cosmopolita, com 7 milhões de habitantes e combina a cultura oriental com a ocidental, livre comércio, baixos impostos; lidera




LINHA DO TEMPO DAS "10 MELHORES CIDADES DO MUNDO PARA SE VIVER" / WORLD
O ECONOMIST INTELLIGENCE UNIT (EIU) DIVULGOU UM NOVO RANKING LISTANDO AS 10 MELHORES CIDADES DO MUNDO PARA SE VIVER. A LISTA, QUE TEM CAUSADO DEBATES, TRAZ HONG KONG EM PRIMEIRO LUGAR.
1° - HONG KONG (CHINA)
Uma fascinante metrópole cosmopolita, com 7 milhões de habitantes e 1,1 mil km² de área, que combina a cultura oriental com a ocidental. Sua população tem um padrão de vida comparável ao das grandes potências, com um PIB per capita de 43,8 mil dólares. O custo de vida da cidade, entretanto, é um dos mais caros do mundo.
É o principal centro comercial da China. Possui uma economia de livre mercado, baixos impostos e mínima intervenção do governo central, seguindo a filosofia de "um país, dois sistemas".

2° - AMSTERDÃ (HOLANDA)
Amsterdã é prática, moderna e vanguardista. E essas qualidades de certa forma resumem as características de toda a Holanda, um país de território minúsculo que foi uma grande potência mercantil nos séculos 17 e 18 e hoje tem algumas das maiores multinacionais do mundo. A tolerância em questões como religião, drogas, sexo e liberdades individuais e o clima de festa que parece permanente na capital atrai o viajantes do mundo inteiro – especialmente jovens. A vibração cultural não deixa por menos, com dezenas de museus, entre eles o imperdível Rijksmuseum, que guarda obras de Jan Steen, Rembrandt e Frans Hals. Passear de bicicleta por essa cidade plana e repleta de ciclovias é o melhor jeito de conhecer belezas arquitetônicas que vão do estilo gótico da Oude Kerk (Igreja Velha) às linhas modernas do Museu Van Gogh, em cujo acervo estão as principais telas produzidas pelas furiosas pinceladas do pintor.

3° - OSAKA (JAPÃO)
Osaka é uma cidade vibrante!
Por ter muitas universidades, é a casa de muitos jovens no Japão e por isso a cidade tem uma vida noturna, cultural e gastronômica muito interessante.
É uma daquelas cidades que temos a impressão de estar sempre cheia e ser sempre agitada, o “spot” do momento.
Somada a toda essa efervescência, Osaka está localizada na região de Kansai, em que as pessoas costumam ser mais abertas e menos rígidas do que no restante do Japão.
Isso ficará claro pra você quando passear no principal cartão postal da cidade, a região de Dotonbori. Conhecida como a Las Vegas japonesa, Dotonbori abriga casas noturnas, restaurantes e uma quantidade enorme de outdoors e luminosos que vão te fazer lembrar (um pouco) da Times Square.
Além de toda essa vocação turística, Osaka, assim como toda a região de Kansai, é muito conhecida gastronomicamente por preparações com diferentes tipos de farinha. Dizem que se alguma receita precisa de farinha, a melhor região para comê-la, será próximo de Osaka.

4° - PARIS(FRANÇA)
Tudo o que contam sobre Paris é verdade. Poucos lugares do planeta marcam um antes e um depois tão claro na vida de quem a visita. Habitada por 2,3 milhões de pessoas – sem contar a zona metropolitana –, a capital da França não foi presenteada com uma geografia que a diferenciasse especialmente por sua beleza natural, como o Rio de Janeiro ou Veneza, por exemplo. Mas seu conjunto arquitetônico deslumbrante, o charme de suas ruas e avenidas e seus imponentes monumentos lembram o turista a todo momento que ele está diante de parte do melhor que o ser humano foi capaz de construir.
Paris tem muita informação em cada esquina, cada pequeno café, cada impecável bulevar. Uma quantidade de atrativos que se equipara à sua riqueza humana, fazendo do encontro entre o multiculturalismo dos milhões de imigrantes e o orgulho e a elegância dos parisienses um programa imperdível por si só.

5° - SYDNEY (AUSTRÁLIA)
Sydney, na Austrália, é uma das cidades mais modernas e agradáveis do planeta. Ali fica evidente, mesmo em uma megalópole com 5 milhões de habitantes, a relação dos australianos com o mar.
Em poucas cidades do mundo (talvez Auckland, na Nova Zelândia) o visitante encontrará igual proporção de veleiros, banhistas e surfistas.
Caminhe pela Harbour Bridge, a ponte que liga o litoral norte ao sul, ou suba ao topo pelas escadarias do Bridge Climb. Visite o Darling Harbour, região portuária que foi totalmente restaurada e abriga atualmente algumas das melhores opções de entretenimento da cidade.

6° - ESTOCOLMO (SUÉCIA)
Em boa parte da Europa você encontrará cidades que possuem um ou vários símbolos que valem aquela foto de cartão-postal. É assim na parisiense Torre Eiffel, no Castelo de Praga ou no Big Ben, em Londres. Eles extrapolam as fronteiras de seu países e servem como verdadeiros ícones nacionais. Mas, e Estocolmo, na Suécia?
Não, aqui não há nenhum monumento ou edifício de linhas arrebatadoras, parque histórico, igreja ou palácio que cause suspiros. Pelo menos nada de fama internacional. O encanto da capital sueca está na harmonia do conjunto.
Assentada em um grande arquipélago, onde canais de águas limpas zigue-zagueam sob pontes sem fim, a cidade transpira charme em suas lojas de design (joias, cristais, móveis) e na arquitetura ora medieval, ora vanguardista. Isso tudo faz os turistas caminharem mais lentamente para apreciar tal beleza. É tudo encantador.

Boa parte de seus formidáveis museus não cobra entrada. Uma das melhores atrações da cidade é o Vasamuseet, que abriga um navio do século 17 que naufragou na viagem de estreia e foi recuperado e restaurado no século 20.
Não deixe também de passar pelo Palácio Real - cujos habitantes, a dinastia Bernadotte descende de um marechal napoleônico, a catedral Storkyrkan e o Museu do Prêmio Nobel. Suba ao alto do Katarinahissen para vistas estonteantes da cidade e navegue pelos canais em cruzeiro. Por fim, perca-se em Gamla Stan, o belo bairro medieval, a parte mais antiga da cidade.
7° - BERLIM (ALEMANHA)
A cidade é caracterizada por um contraste entre edifícios históricos e arquitetura contemporânea, entre tradição e modernidade. As atrações turísticas de Berlim contam a história de uma nação inteira, do Portão de Brandemburgo até a sede do governo alemão. Na capital alemã encontram-se todos os grandes edifícios do governo, entre eles o histórico Reichstag como sede do parlamento alemão.
Berlim é a cidade das artes, dos artistas e dos museus. Mais de 170 museus – entre eles a mundialmente conhecida Ilha dos museus – mostra seus tesouros do mundo. Orquestras de peso – como a mundialmente aclamada Filarmônica de Berlim – e os três grandes teatros de ópera com suas sensacionais encenações de ópera e balé fazem de Berlim o Eldorado para amantes da música clássica de todo o mundo. E os inúmeros teatros, teatros de variedades, teatros de revista e inúmeros cabarés garantem a diversão para todos os gostos.

8° - TORONTO (CANADÁ)
Tudo em Toronto é enorme. A maior cidade do Canadá, com 5,5 milhões de pessoas, é também a quinta maior região metropolitana da América do Norte. Aqui, o Canadá trabalha. Toronto é sede da terceira maior Bolsa da América do Norte, cinco dos principais bancos canadenses, 100 companhias farmacêuticas e de biotecnologia, e 550 fabricantes de roupas, para citar apenas algumas das indústrias que movem uma economia de mais de 70 bilhões de dólares anuais.
Mas nem só de trabalho vive a cidade. Toronto conta com mais de mil festivais culturais todos os anos e 125 museus. Entre os destaques estão o Royal Ontario Museum, com exposições sobre arte, arqueologia a ciências, e a Art Gallery of Ontario.
Quem gosta de fazer compras vai amar Toronto. Um dos principais pontos turísticos da cidade, o Eaton Centre, é um shopping com mais de 230 lojas. O Hockey Hall of Fame, o museu do hóquei, também merece uma visita. Mesmo que você não seja fã do esporte, vai se divertir com o rinque simulado no qual se pode desafiar jogadores computadorizados.
No verão, não se esqueça de conferir as praias da cidade. Praias de lago, diga-se, que ficam nas Toronto Islands, pequenas ilhas a quinze minutos de balsa do Centro. Vale lembrar também que Toronto está a menos de duas horas de carro das famosas Cataratas de Niágara.

9° - MUNIQUE (ALEMANHA)
A quantidade de músicos, cineastas, arquitetos e artistas plásticos não deixa dúvidas quanto à vocação de Munique para as artes. Mas até essa habilidade acaba ofuscada pela cerveja. Afinal, estamos falando do berço da Oktoberfest. Estabelecimentos não faltam para estimular a bebedeira: ao todo, a cidade possui mais de 400 bierkellers (pubs fechados) e biergartens (bares ao ar livre). E as celebrações regadas a chope estão longe de se restringir aos quinze dias de festa. Na verdade, a impressão que se tem é de que Munique vive numa eterna comemoração, embora ofereça vasto patrimônio cultural, comércio fervilhante e muitas histórias esportivas para contar. O monumental Residenz (antiga residência dos reis da Bavária) e o Deutsches Museum são atrações imperdíveis. Também não faltam comidas típicas como o onipresente bratwurst (salsichão assado), o chucrute e os deliciosos lebkuchenherzen (biscoito de chocolate em formato de coração). Alguns são enormes, e ajudam a regular o nível de glicose do organismo quando a entrega aos prazeres etílicos supera o bom senso.

10° - TÓQUIO (JAPÃO)
A capital do Japão é uma das maiores megalópoles do planeta, uma imensa e pulsante mancha urbana com centenas de quilômetros de linhas de trem e metrô, dezenas de espetaculares edifícios onde matrizes de multinacionais enviam ordens a todo o planeta e milhões de pessoas andando de lá para cá. Mas quase nenhum motorista toca a buzina, as ruas são incólumes e existe um respeito velado pelo próximo. O futuro está nas cidades, então que elas busquem soluções sustentáveis e sociais como as que Tóquio (ou Tokyo) vem buscando concretizar.
A cidade histórica, que remete diretamente ao vilarejo de pescadores no estuário do rio Sumida, está presente em Asakusa – o tradicional distrito comercial com o fotogênico templo Sensoji, e em Ryogoku – onde enormes lutadores de sumô passeiam despreocupadamente em suas bicicletas.
A cidade jovem e vanguardista você verá nas sempre animadas ruas de Shibuya e nas baladas de Roppongi – apinhadas de turistas estrangeiros. A alta gastronomia e o consumo de grifes famosas estão espalhados por toda a cidade, mas especialmente em lugares como no bairro de Ginza e na movimentada alameda Omotesando você encarará um público dos mais exigentes. Não importa se o seu destino inclui multicoloridos neons ou calmos jardins, Tóquio continua sendo uma das cidades mais vanguardistas do planeta, mirando em soluções para temas como sustentabilidade, transporte público de massa e poluição (sonora, visual, do ar). Até a famosa sociedade de consumo desenfreado vem dando lugar à atitudes mais responsáveis e frugais.
Tóquio é a terra do sushi, que surgiu em volta de mercados de pescados como o gigantesco Tsukiji, portanto não tente achar opções por aqui com tabasco, cream cheese e maionese. Opções de compras são muitas, variadas e tentadoras, oscilando entre o impecavelmente chique, sedutoramente bem desenhado, docemente fofo (você irá se fartar com Pikachus e Hello Kittys) e insanamente tecnológico (boa parte do melhor em eletrônicos e fotografia fica restrito ao mercado interno). Ou seja, foi com essa mistura de design, funcionalidade e preços razoáveis que o Japão conquistou o mundo e continua chamando a atenção de consumidores em todo planeta.
FORAM ANALISADAS 70 CIDADES NO MUNDO TODO. SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO FICARAM, RESPECTIVAMENTE, NA 36° E 42° POSIÇÃO DOS MUNICÍPIOS MAIS AGRADÁVEIS PARA SE VIVER.

36° - SÃO PAULO (BRASIL)
Entre construções antigas e modernos arranha-céus, o vaivém dos carros e os passos apressados dos pedestres marcam a impessoalidade de São Paulo. A metrópole pode intimidar, no começo. Para entendê-la, é preciso entrar no seu compasso. O ritmo, constante, não é só o do corre-corre de quem trabalha e estuda.
No início do dia, começam a se formar filas na porta de megaexposições no Tomie Ohtake ou no Museu da Imagem e do Som, premiado como Atração do Ano no GUIA BRASIL. Na Avenida Paulista, há sempre gente passeando, comprando, fotografando ou até protestando. Quando a noite chega, o frenesi migra para as festas itinerantes e os bares da Vila Madalena.
No fim de semana, ciclovias e parques lotam – até o Minhocão, elevado que liga as zonas Leste e Oeste, se torna uma disputada área de lazer. E, com os food trucks, o paulistano redescobriu a gastronomia ao ar livre.São Paulo acontece na rua.



42° - RIO DE JANEIRO (BRASIL)
Nos últimos anos, a Cidade Maravilhosa não chamou a atenção apenas por seus célebres atrativos, que fazem dela a queridinha dos turistas. Em 2013, o Rio foi palco da Jornada Mundial da Juventude, que recebeu 3 milhões de peregrinos. Em 2014, foi a vez da final da Copa do Mundo – durante o torneio, a ocupação dos hotéis cariocas chegou a 97%. Além de ajudar o Brasil a se consagrar como anfitrião, a capital fluminense agora quer contrariar de vez os pessimistas, provando que pode organizar Jogos Olímpicos à altura de sua beleza. Os preparativos seguem a mil – o que infelizmente significa que alguns trechos viraram canteiros de obras (caso da zona portuária e de ruas da Zona Sul, como os arredores do metrô General Osório, em Ipanema). Mas se a cidade ainda não está perfeita para o maior evento esportivo do planeta, os banhos de sol na areia e as caminhadas no calçadão continuam valendo a visita.


PARA A ELABORAÇÃO DO RANKING FORAM CONSIDERADOS SETE ITENS: O ESPAÇO VERDADE; A EXPANSÃO DA CIDADE; O ACESSO À NATUREZA; O ACESSO CULTURAL; A CONECTIVIDADE; O ISOLAMENTO; E A POLUIÇÃO.

Fonte Lista - EIU
fonte / fotos = yahoo.com.br / Thymonthy Becker / viajeaqui.abril.com.br / Divulgação / 



PARÁ / BRASIL - Calor sem trégua, chuva ao fim da tarde, vaivém dos barcos na Baía do Guajará, ruas sombreadas pelas mangueiras e a beleza de construções erguidas entre os séculos 17 e 19




LINHA DO TEMPO DO ESTADO DO  "PARÁ" / BRASIL / WORLD
Praça Siqueira Campos, a praça do relógio, em Belém, Pará, Brasil
O estado mais populoso do Norte do país, com 7,5 milhões de habitantes, quer voltar a ser a porta de entrada da Floresta Amazônica, como no início do século 20, época em que enriqueceu durante o ciclo da borracha. Desta vez, pretende explorar o turismo. A capital, Belém, dispõe de uma infraestrutura hoteleira cada vez melhor, ostenta o único restaurante estrelado pelo GUIA QUATRO RODAS na Região Norte – o Remanso do Peixe – e pontos históricos recém-restaurados, caso da Casa das Onze Janelas, quase ao lado do Mercado Ver-o-Peso e a Estação das Docas, transformada em um centro gastronômico à beira da Baía do Guajará.
Três armazéns de ferro com estrutura inglesa, no antigo porto de Belém (PA), foram transformados em centro de entretenimento, com lojas de artesanato, restaurantes, cervejaria, teatro e centro de exposições
O Pará é o maior produtor nacional de Açaí, que pode ser encontrado na Feira do Açaí em Belém (PA)
O tucupi é um líquido amarelo extraído da mandioca-brava. Muito usado em pratos que levam peixes regionais e pato (na foto: pato com tucupi no restaurante Lá em Casa em Belém no Pará)
Casquinha de sorvete Mestiço, feito com açaí e tapioca, da sorveteria Cairu, em Belém (PA)
Arroz de Jambu do restaurante Lá em Casa em Belém (PA)
Boteco das Onze em Belém (PA)
Área verde na região central, o Parque Zoobotânico/Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), guarda milhares de exemplares da flora e da fauna amazônicas. Entre os animais há onça-pintada
Camarão seco vendido no mercado do Ver-o-Peso em Belém (PA), sua estrutura de ferro foi trazida da Europa no século 19 (durante o período áureo da borracha)
A noite no Boteco das Onze, que fica na Casa das Onze Janelas em Belém (PA) é um espaço para quem procura um programa mais sofisticado
Entre março e abril, o município de São Domingos do Capim, a 135km de Belém, recebe o Campeonato Surf na Pororoca, fenômeno natural resultado do encontro das águas do Rio Amazonas e do Oceano Atlântico
No distante sudeste do estado, Conceição do Araguaia é um dos pontos de partida para passeios de barco pelo Rio Araguaia, em cujo curso há praias de areia branca e ilhas. A oeste, o município de Santarém abriga o distrito de Alter do Chão, com belas praias às margens do Rio Tapajós. Mas fique atento à maré. Na cheia, toda essa beleza fica submersa. Perto de Belém, localizada no encontro dos rios Amazonas e Tapajós com o oceano, a Ilha de Marajó concentra praias atraentes, igarapés e é famosa pelos búfalos, encontrados pastando até dentro de pequenas cidades. Praticar turismo rural nas fazendas do arquipélogo, aproximando-se de animais selvagens como jacarés e capivaras, é uma experiência possível e memorável, assim como a prática de esportes de aventura, de trekking a mergulho. A meteorologia é algo a ser levado em conta ao visitar o Pará, já que chuvas constantes podem estragar a viagem entre dezembro e abril.
O parque Emílio Goeldi em Belém (PA) também abriga um centro de pesquisas
Aqui, o açaí não é necessariamente adoçado, na receita tradicional o caldo é engrossado com farinha de tapioca e servido com peixes, camarão e carnes em Belém (PA)
A Estação das Docas, na Baía de Guajará em Belém (PA) tem uma vista belíssima, de onde vale a pena ver o pôr do sol
O Museu Paraense Emílio Goeldi em Belém (PA) fica no parque de mesmo nome, abriga mostras temporárias
No norte brasileiro é possível comer a Castanha do Pará ainda fresca, aberta com golpes de fação, o que resulta em um sabor diferente da Castanha do Pará já seca
Casa de pau-a-pique com teto de sapé em Alter do Chão (PA)
Floresta Nacional do Tapajós (PA)
Localizada no encontro dos rios Amazonas e Tapajós com o oceano, a Ilha de Marajó (PA) concentra praias atraentes, igarapés e é famosa pelos búfalos, que são encontrados em abundância
Na margem esquerda do Tapajós, Alter do Chão (PA) tem uma orla de areia branca banhada por águas esverdeadas
Um dos principais produtos de exportação amazônico, a castanha-do-pará pode ser achada em abundância no estado do Pará
A Praia do Pesqueiro fica na maior cidade da ilha de Marajó (PA), Soure, e é ótima para turistas
Cerâmicas vendidas no Mercado de Belém (PA)
O Bioparque Amazônia em Belém (PA) pode ser de difícil acesso, mas o esforço para chegar vale o esforço, dá para ver de perto animais nativos da Amazônia como o Gavião Real e outros
BELÉM / A CAPITAL
Certas coisas não falham na capital paraense. Fazem parte da rotina o calor sem trégua, a chuva ao fim da tarde, o vaivém dos barcos na Baía do Guajará, as ruas sombreadas pelas mangueiras e a beleza de construções erguidas entre os séculos 17 e 19. Concentradas no Centro, as edificações históricas são fruto da conquista da foz do Rio Amazonas e, posteriormente, da bonança ocasionada pelo Ciclo da Borracha. Porém, tradições à parte, uma nova Belém se faz sentir. No restaurante Remanso do Bosque, os jovens irmãos Thiago e Felipe Castanho trazem à mesa a efervescência de novos ou esquecidos ingredientes regionais, muito além do tucupi. Na música, artistas como Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro reverberam os ritmos da cena belenense pelo país. Por fim, os grafites coordenados por Drika Chagas, na Cidade Velha, tingem de vida um bairro que não pode ser esquecido.
Com estrutura trazida da Inglaterra no século 19, o Mercado Ver-o-Peso abre das 6h às 14h, mas a feira livre, ao lado, acontece o dia inteiro
Açaí - um dos produtos originários da Amazônia que a cidade de Belém propagou para o Brasil e para o mundo - pode ser visto aos barris no Mercado Ver-o-Peso
Montado junto ao cais, o Mercado Ver-o-Peso vende doces, raízes aromáticas, essências, temperos, ervas e artesanato
Turistas em um dos restaurante da Estação das Docas e baía do Rio Guajará ao fundo
A Basílica de Nazaré foi a terceira Basílica do Brasil - foi construída depois da Sé, na Bahia e a de São Bento, em São Paulo
Detalhe da meia cúpula do altar da Basílica de Nazaré
Basílica de Nazaré, que guarda a imagem da padroeira do Pará
A Procissão do Círio de Nazaré ocorre há mais de 200 anos, sempre no segundo fim de semana de outubro
O conjunto arquitetônico do Museu de Arte Sacra é formado pela Igreja de São Francisco Xavier e pelo Colégio de Sto. Alexandre
Casa das Onze Janelas, antigo hospital militar e residência de um senhor de engenho é um espaço cultural com museu de arte contemporânea, restaurante e jardim
A oferta turística da cidade de Belém é composta de importantes símbolos de lazer, cultura e interação com o meio natural, com destaque para o parque naturalístico Mangal das Garças; o Complexo Feliz Lusitânia e o Forte do Presépio; o Theatro da Paz; o complexo turístico-cultural Estação das Docas; o Espaço São José Liberto; o Museu Paraense Emílio Goeldi – referência internacional da biodiversidade amazônica; o Bosque Rodrigues Alves; e o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, um dos mais modernos do Brasil e que veio consolidar Belém como uma das cidades brasileiras mais procuradas para a realização de eventos, a oferta hoteleira vem se renovando e ampliando para atender às exigências desse público.
Bar e restaurante Boteco das Onze, instalado na Casa das Onze Janelas
Píer para o Rio Guamá, no Mangal das Garças
As atrações da casa Portinha são os salgados de ingredientes locais, como a esfiha de pato com jambu e tucupi e o pão recheado de queijo cuia
Garças e guarás no Mangal das Garças, com 40mil m² de área à beira do Rio Guamá
Vista noturna do restaurante Manjar das Garças
Construído com o dinheiro dos barões da borracha, o Theatro da Paz recebeu o nome em alusão ao fim da Guerra do Paraguai
Pintura de 1960, do pernambucano Armando Balloni, no teto do foyer do Theatro da Paz, em Belém
Palco do Theatro da Paz visto do camarote oficial
Pintura no teto do Salão de Espetáculos do Theatro da Paz
O Jardim Zoobotânico guarda 2,5 mil espécies da flora amazônica, além de lagos artificiais, trilhas e orquidário
A Catedral da Sé, em Belém (PA), tem a fachada barroca, mas o interior é ricamente decorado em estilo neoclássico
Depois da chuva e de tanto açaí, um rolê pelo Centro Histórico da cidade é sempre bom para fazer a digestão
SÍNTESE
Capital - Belém
População estimada 2016 - 8.272.724
Área 2015 (km²) - 1.247.955,381
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 6,07
Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente 2015 (Reais)(1) - 672
Número de Municípios - 144
HISTÓRICO 
O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a segunda maior delas em território. O maior município é Altamira com 159 696 km², o quinto município mais extenso do mundo, e o menor é Marituba, com 103,279 km². 
Sua capital é o município de Belém, que reúne em sua região metropolitana cerca de 2,3 milhões de habitantes, sendo a região metropolitana mais populosa da região Norte. Outras cidades importantes do estado são: Ananindeua, Santarém, Castanhal, Abaetetuba, Capanema, Bragança, Salinópolis, Altamira, Barcarena, Cametá, Itaituba, Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Soure e Tucuruí. 
A região do vale amazônico, pelo Tratado de Tordesilhas (1494), era de posse da Coroa espanhola. Assim sendo, a foz do rio Amazonas foi descoberta por Vicente Yáñez Pinzón, um navegador espanhol que a alcançou em fevereiro de 1500. Os portugueses, com a finalidade de consolidar a região como território português, fundaram o Forte do Presépio, na então chamada Santa Maria de Belém do Grão-Pará. A construção foi a primeira do modelo na Amazônia, e também a mais significativa no território amazônico até 1660 
Em 1541, Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana, também espanhóis, partiram de Quito, no atual Equador, e atravessaram a cordilheira dos Andes, explorando o curso do rio até o Oceano Atlântico, onde atualmente encontra-se Belém. Como resultado dessa jornada, a colonização espanhola na região acabou sendo adiada, pois os espanhóis mostraram-se cientes das dificuldades de conquistar tão vasto espaço. 
As expedições de Orellana e Pedro Teixeira percorreram todo o rio Amazonas, desde a foz (à direita) até o Equador (à esquerda). 
No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. No ano de 1616 é criada a Capitania do Grão-Pará, pertencente ao Estado Colonial Português do Maranhão. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o Estado Colonial Português do Grão-Pará, que além da Capitania do Grão Pará abrigará também a Capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas). 
Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares
ALGUMAS CIDADES DO ESTADO DO PARÁ, BR
SANTARÉM
Situada na junção dos rios Amazonas e Tapajós, Santarém, no Pará, costuma servir de base para quem visita o distrito de Alter do Chão (a 38 km do Centro).
A área mais agradável da cidade é o calçadão beira-rio, onde fica o Terminal Fluvial Turístico. Lá é possível comprar artesanato e contratar passeios de barco (como o que vai ao encontro dos rios). O píer tem mesas, montadas por lanchonetes, que são ótimas para apreciar o pôr do sol
Catedral Metropolitana de Santarém, no Pará
As chuvas do mês de maio deixam as orlas da cidade, à beira do rio Tapajós, totalmente alagadas
Quando chove muito na região, o Rio Tapajós aumenta de volume e quase invade a orla da cidade de Santarém (PA)
Fachada do Museu João Fona, em Santarém (PA); ali são exibidas peças importantes da cerâmica tapajônica
A Praça do Pescador, um dos pontos de encontro da cidade paraense de Santarém
A partir de Santarém, é possível visitar a praia doce de Alter do Chão, no Pará
Uma das atividades mais interessantes da cidade de Santarém, no Pará, é visitar o Rio Tapajós e sua prainha
Banhada pelo Tapajós, o turismo de Santarém gira em torno do rio – a partir dali, é possível visitar a praia de Alter do Chão, localizada a 38 quilômetros do centro da cidade
Em Santarém (PA), o programa preferido é flanar pela orla do rio Tapajós
SALINÓPOLIS
Mais conhecida como Salinas, é o destino de veraneio favorito dos belenenses – em feriados e meses de férias as rodovias de acesso ficam congestionadas. Hotéis, pousadas e bares concentram-se na orla central e na Praia do Atalaia, frequentada por jovens. Uma ciclovia bem-cuidada de 7 km liga a orla ao trevo de entrada da cidade.
Atalaia eh uma das principais ilhas da região, onde as praias, rios, lagos, igarapés e a flora e fauna típicos da Amazônia dão um verdadeiro espetáculo.
ILHA DE MARAJÓ
Maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, banhado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, a Ilha de Marajó, no Pará, possui o mais vasto rebanho de búfalos do país. Aqui eles são vistos tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas – fazendas organizam passeios nos quais você monta os animais, fontes de carne e queijo (à venda em restaurantes locais).
Aproveite para conhecer réplicas de cerâmica dos marajoara, povo que habitou a ilha há 3 mil anos, e assistir a apresentações de danças tradicionais. Das 12 cidades da ilha, Soure e Salvaterra têm a melhor estrutura turística e acesso mais fácil a partir da capital.
Árvore na maré alta, Ilha de Marajó, Pará


Praia na Ilha de Marajó, no Pará
Pescadores tentam garantir a pesca do dia enquanto a chuva aproxima-se à praia de Joanes, na Ilha de Marajó, no Pará
ALTER DO CHÃO
Ainda pouco procurada pelos turistas do Sul e do Sudeste, Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil. O motivo? Inúmeras ilhas e extensas faixas de areia branca banhadas pelas águas esverdeadas do Rio Tapajós, cenário que se forma no período da vazante do rio (entre agosto e fevereiro). Mas não é má ideia visitar Alter durante a cheia. No período de exuberância das águas, dá para aproveitar os passeios de barco e as incursões pela floresta. Quando estiver curtindo as praias, fique atento para não pisar em arraias, cujo ferrão é venenoso.
Alter do Chão é banhada pelo rio Tapajós, no Pará; na época de vazante do rio, surgem as prainhas. A mais famosa de todas é a praia do amor, onde há diversos bares e muito movimento, sobretudo nos fins de semana, quando os moradores de Santarém chegam em busca de diversão
A novela "Amor Eterno Amor", produzida em 2012 pela Rede Globo, tornou Alter do Chão conhecida do resto do país; na foto, a atriz protagonista Carol Castro, com a praia como cenário
Quando o rio está cheio demais e os bancos de areia ficam submersos, é possível fazer incursões de barco pela Floresta Amazônica
Os bancos de areia de Alter do Chão são margeados pelo rio Tapajós
As praias de areia branquinha se formam durante a vazante do Rio Tapajós, que ocorre entre os meses de agosto e fevereiro
Pôr do sol no Rio Tapajós, em Alter do Chão – as praias da cidadezinha pacata atraem visitantes por suas areias finas e águas claras
A tranquila aldeia de pescadores de Alter do Chão, no Pará, é quase desconhecida por brasileiros que vivem no Sudeste do país
A Ilha do Amor, com acesso por canoa (ou mesmo a pé) a partir da orla central, é a que faz a fama de Alter do Chão
Com um Centro de Preservação da Arte e Cultura Indígena reconhecido internacionalmente, Alter do Chão é um bom local para conhecer a cultura e os artefatos produzidos pelos povos indígenas da região amazônica
Na época da vazante do rio Tapajós, os bancos de areia de Alter do Chão são ocupados por quiosques, onde é possível petiscar e admirar a paisagem com a tranquilidade típica dos povos ribeirinhos
O melhor período para visitar a região é entre agosto e dezembro, quando a seca forma bancos de areia e deixa as praias de Alter do Chão à mostra
A 33 quilômetros a oeste de Santarém, Alter do Chão, no Pará, ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil
OPÇÕES DE HOSPEDAGEM
Fachada do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
HOTEL CROWNE PLAZA
Tem quartos bem-equipados - além de cama king-size, dispõem de cafeteira, tábua e ferro de passar, cofre eletrônico e secador de cabelos. Silêncio absolutovocê encontra na Quiet Zone, área do hotel onde crianças e grupos grandes não ficam hospedados.
Lobby do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Bar do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Suíte do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Academia do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Sala de convenções do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Piscina do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Acomodação do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Acomodação do Hotel Crowne Plaza, Belém, Pará
Hotel Crowne Plaza
Av. Nazaré, 375
Nazaré
(91) 3202-2000 (Fone)
0800-118-778 (Reservas)
crownebelem.com.br
ESTA EH A BANDEIRA DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL, WORLD
ESTE EH O BRASÃO DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL, WORLD


fonte / fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Wikipédia / viajeaqui.abril.com.br / Divulgação / Portal do Governo do estado do Pará /